sexta-feira, 15 de maio de 2009

Reservoir Dogs (Mr. Blonde & Ofcr. Marvin Nash)

Tive a música na cabeça, o tempo todo... Esta cena, no filme, é bastante violenta. O polícia tem a cara massacrada, mesmo antes de "perder" a orelha. Decidi, novamente, não pintar o sangue nos personagens. Em vez disso, pintei de vermelho o objecto que simboliza a violência do que está para acontecer.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Anatomia de um desenho pt 2

A segunda parte começa com a digitalização em RGB ou Greyscale a 600 dpi's. Os prós digitalizam a 1200, para conservar todo o detalhe (com scanners de qualidade, que não é caso). Depois converte-se o desenho em bitmap (50% treshold) para eliminar os meios-tons. Depois converte-se novamente em Greyscale e RGB (ou CMYK se for para imprimir). No layer mais acima, tenho o desenho a preto (apago o branco) em Multiply (a somar às cores que ficarão por baixo). Depois o layer das sombras (Multiply 70%) . O layer das sombras depende das cores que usar, pode ficar Hard light outra variante e com percentagens diferentes (é experimentar e ver no fim o que fica melhor). O tom da sombra também pode ser outro (geralmente uso o roxo/violeta). Depois pinto as cores lisas, no background. Primeiro procuro pintar todos os objectos sem dar grande importância à cor. Só mais tarde ajusto as cores e os tons até ficar satisfeito com o efeito geral. Tanto as cores como as sombras são muito simples. Prefiro usar uma paleta limitada, mas coerente. Tenho imensa dificuldade em perceber a volumetria das figuras e a projecção das sombras, por isso uso a máxima de alguém "keep it simple". Um destes dias encontrei, algures na net, balões de BD em EPS (que se pode alterar o tamanho sem perder qualidade). No Google encontrei a letra da música dos Stealers Wheel. Quando uso diálogos dos filme recorro ao internet movie script database (IMSDb). Com a ilustração finalizada, converto tudo num só layer e reduzo para 300 dpi's (resolução de impressão) ou para 72 (se for para o ecrã).

terça-feira, 12 de maio de 2009

Anatomia de um desenho pt 1

Gosto muito de ver como os ilustradores/Banda-desenhistas trabalham, quais os métodos, o processo criativo, etc.. Por isso decidi registar as etapas de uma ilustração, desde o esboço até à pintura. Esta primeira parte vai até à finalização do desenho a tinta da china. A segunda parte vai abranger da digitalização à pintura. E é assim que tudo começa. Um gatafunho minúsculo num caderno A5 que trago sempre comigo. E onde anoto as minhas ideias. Rabisco rápidos são o suficiente para não me esquecer da ideia geral. Indispensável... Neste caso, a ideia é ilustrar um momento (fabuloso) do filme Reservoir Dogs, em que o personagem Mr. Blonde dança ao som dos Stealers Wheel antes de cortar a orelha do infeliz agente Marvin Nash. Como tenho uma memória semelhante à da Dory (Finding Nemo), recorro a elementos visuais para ajudar-me. Capturo uns fotogramas do DVD e desenho à vista. Com o desenho finalizado numa vulgar folha A4, começo a passar a tinta da china noutra folha, com a ajuda da mesa de luz (como são caras, fui ao Aki e comprei tudo o que precisava para construír uma, deu trabalho está imperfeita, mas funciona). O meu estaminé está longe de ser ideal. Não tenho espaço (nem dinheiro) para ter um estirador. Tenho a mesa de luz (que é ligeiramente inclinada) em cima de uma velha secretária e sento-me num banco alto do Ikea (daqueles de 15€). Também desenho de pé, porque o monitor está ao lado (com os screenshots). Lá está o barbas outra vez... Como ainda não tenho muita prática a passar a tinta da china com o pincel, uso este método. Assim, se me enganar, não estrago o desenho. Quando estiver mais confiante, poderei desenhar com lápis de cor (azul, verde ou vermelho) em papel de maior gramagem, em vez deste de 100g e passar logo com a tinta preta.

sábado, 25 de abril de 2009

Lisboa (3)

Kill Bill Vol 1 (O'Ren Ishii Vs The Bride)

Tenho lido, em vários sites e blogs de profissais da ilustração e da BD, e todos dizem o mesmo: usa um bom pincel e bom papel. Por isso, esta semana comprei um pincel "a sério", um Windsor & Newton Series 7 Kolinsky Sable #1 (O Jeff Smith usou um igual no Bone). Apesar de ainda ter usado um papel comum de 100g/m2, notei a diferença. Um bom pincel permite maior controlo sobre o traço, principalmente no fino. Distribui a tinta de maneira uniforme e, espero, que dure mais que um pincel vulgar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Jaws (You're gonna need a bigger boat)

É um dos filmes da minha juventude. Foi dos primeiros filmes de «terror» que vi em miúdo, com o meu amigo Paulo (O Anti-Pinhas). Acabou por ser muito divertido, não tive medo. Nem quando o Tubarão comeu o Quinn, eheheh.

Lisboa (2)